VOZERIA

desordem, tumulto, balbúrdia, alvoroço, bagunça, confusão, algazarra…Vozeria!

Archive for the ‘Cinema’ Category

Só pra falar de Hitchcock…

Posted by Tiago Di Tullio Freitas em 28/09/2012

Porque falar de Hitchcock? Aí eu entro na internet e vejo tudo sobre o mestre do suspense. Mas, tudo meio blasé….En passant. E essa de “mestre do suspense” já virou chavão, né? Então, porque falar de Hitchcock? Para aprofundar.

Pra aprofundar e mostrar mais daquele que foi único. Ok. Ele é reconhecidíssimo, tem quadrilhões de fãs ao redor do globo…Mas…E daí? Não tem um blog no Brasil decente só pra ele. Assim como tem Chaplin (pode clicar que vale MUITO a pena), criado por Hallysson Alves. Uma homenagem que dá a dimensão que o diretor merece.

Falar de Hitchcock é chover no molhado. Enumerar suas qualidades como diretor, seu jeito único, sua maneira de deixar o suspense acima e as entrelinhas claras (porém, antagonicamente subjetivas)…Mas além desse espaço pro já conhecido, prestar a homenagem ao diretor que me fez gostar de cinema. Que me tornou cinéfilo, colecionador de filmes e desbancou toda e qualquer ideia de que apenas os enormes blockbusters mereciam a minha audiência. E tentar mostrar a quem gosta da sétima arte o porquê de ele merecer essa (singela) homenagem…

Porque falar de Hitchcock? Só pra falar de Hitchcock…

www.hitchcockbrasil.wordpress.com

Posted in Cinema | Etiquetado: , , , , , , , | 2 Comments »

Linha Imaginária

Posted by Tiago Di Tullio Freitas em 07/06/2010

Como assistir a um filme que se passa na época da Segunda Guerra Mundial sem esperar comoção, violência, se indignar e ficar, na imensa maioria das vezes, com raiva? Impossível. Mesmo sendo, esse filme, sensível, e diferente dos outros que mostram trincheiras, bombas, sangue e patriotismo exacerbado. Você vai sentir tudo isso ao ver “O Menino do Pijama Listrado”. Porém, há pouca violência no filme. Digamos que é inversamente proporcional ao sentimento que se há de ter ao final da história.

O filho de um comandante nazista se vê diretamente ligado a um menino em um campo de concentração, quando seu pai é obrigado a mudar-se de Berlim a uma área afastada, justamente para poder ser um dos responsáveis pelo local. Ambos os meninos, com apenas oito anos de idade, tem visões diferentes sobre a vida no Campo de Concentração, sem ter a exata noção do que se passa por lá, os motivos e as razões. O encontro diário entre os meninos tem consequências finais arrebatadoras. Deixam o coração apertado e nós intermináveis na garganta. Separados apenas pela cerca de arame farpado, buscam alento um no outro, pela solidão e completa ignorância da situação que os rodeia.

Havia comprado esse DVD há mais de um ano, mas ainda não tinha juntado a coragem necessária para enfrentar um possível sofrimento, dado que meu histórico a filmes dramáticos são de 100% lágrimas. Ontem, porém, acompanhado, fui “obrigado” a assistir. Uma obrigação que tornou-se prazerosa e surpreendente, justamente pela sensibilidade do diretor ao lidar com o assunto, tão complexo e com grandes possibilidades de controvérsias. Porém, ao final, questionamentos: será que os alemães tinham mesmo a certeza do que estavam fazendo? Será que algum deles aprendeu alguma coisa, do modo mais difícil?

Apelo psicológico fortíssimo, cenário mais que real, bela direção de arte e boa escolha dos atores mirins. Além da sensação de que, na verdade e no fundo, todos sabiam (e sabem) que a linha que separa e segrega um ser humano de outro é imaginária. E quem ainda acha que cor, raça, origem e nível social etc, são pretextos para se criar barreiras e diferenças entre semelhantes, acaba aprendendo na marra…Recomendo! Pra ver, rever e, principalmente, refletir…

Posted in Cinema | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comment »

Tudo deu certo nesse filme…E muito!!!

Posted by Tiago Di Tullio Freitas em 04/05/2010

Boris, passando mal, diz à esposa:

– Vou morrer, vou morrer!

Ela, agitada e nervosa, no meio da noite, responde:

– O que você tem, está passando mal?!?!

– Não agora! – responde Boris, tossindo e pegando um copo d’água – Vou morrer um dia, eventualmente!!!

– Todos nós vamos, Boris! – ela responde, mais calma.

– Isso é inaceitável! – retruca Boris…

A conversa continua um pouco mais, mas a essência da cena é essa mesma. Um Woody Allen que não é interpretado por ele mesmo. Mas que consegue ir além da fidelização da personalidade. Um neurótico, sempre a beira de um ataque de nervos. Medo de morrer (porém com tendências suicidas), cheio de TOCs, rabugento, e com complexo de superioridade e perseguição ao mesmo tempo. Tá, OK, OK…E a novidade…? Afinal é um Woody Allen…A novidade é que dá pra multiplicar essas características por dez! Nunca vi em nenhum outro filme desse diretor um personagem tão caricato. Porém, perfeito em sua natureza “Allenesca” e com uma interpretação que supera até mesmo as melhores de Woody, quando este resolve ir pra frente das câmeras.

Em “Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works)” temos mais do mesmo: Manhattan, um louco que se apaixona por uma mulher mais nova, diálogos malucos e aquelas frases de efeito que se esperam da terapia de Allen, baseada nas teorias Freudianas, anti-religiosas e na lei de Murphy ao mesmo tempo. Porém o mais do mesmo há muito não vinha sendo produzido. Depois de uma fase experimental em outros países e gêneros de filmes, e até tentando histórias mais complexas, o diretor volta com tudo ao estilo que o consagrou. O resultado é o melhor filme dele nessa década. DISPARADO! Risadas do começo ao fim, um roteiro redondinho que não deixa lacunas, um cenário de uma Manhattan colorida, personagens que se transformam durante o filme, a eterna implicância com Deus e a maior atração de todas: Boris Yellnikoff (interpretado por um impecável Larry David), a caricatura de todos os Allens somados durante as décadas.

Assistam, reassistam e depois comprem o DVD. Vale a pena! Nesse filme, com certeza, tudo deu certo…

Posted in Cinema | Leave a Comment »