VOZERIA

desordem, tumulto, balbúrdia, alvoroço, bagunça, confusão, algazarra…Vozeria!

Archive for setembro \28\UTC 2012

Só pra falar de Hitchcock…

Posted by Tiago Di Tullio Freitas em 28/09/2012

Porque falar de Hitchcock? Aí eu entro na internet e vejo tudo sobre o mestre do suspense. Mas, tudo meio blasé….En passant. E essa de “mestre do suspense” já virou chavão, né? Então, porque falar de Hitchcock? Para aprofundar.

Pra aprofundar e mostrar mais daquele que foi único. Ok. Ele é reconhecidíssimo, tem quadrilhões de fãs ao redor do globo…Mas…E daí? Não tem um blog no Brasil decente só pra ele. Assim como tem Chaplin (pode clicar que vale MUITO a pena), criado por Hallysson Alves. Uma homenagem que dá a dimensão que o diretor merece.

Falar de Hitchcock é chover no molhado. Enumerar suas qualidades como diretor, seu jeito único, sua maneira de deixar o suspense acima e as entrelinhas claras (porém, antagonicamente subjetivas)…Mas além desse espaço pro já conhecido, prestar a homenagem ao diretor que me fez gostar de cinema. Que me tornou cinéfilo, colecionador de filmes e desbancou toda e qualquer ideia de que apenas os enormes blockbusters mereciam a minha audiência. E tentar mostrar a quem gosta da sétima arte o porquê de ele merecer essa (singela) homenagem…

Porque falar de Hitchcock? Só pra falar de Hitchcock…

www.hitchcockbrasil.wordpress.com

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Sete Pecados e a Solidão

Posted by Tiago Di Tullio Freitas em 21/09/2012

Irado, abriu a porta do hotel e deparou-se com um vasto corredor. Não tinha mais nada para comer! Queria, desesperadamente, outro chocolate daquela máquina próxima ao elevador. Mas, ao ver a distância que teria de percorrer, abortou a ideia.

Ademais, estava escondido. Não queria dar sopa. Roubara o patrão para ter o luxo que sonhava. Desviara milhões e gastaria apenas com o próprio ego. Dividir? Nem pensar! Agora, rico, não precisava invejar os outros.

Quando deslocou de leve a maçaneta para voltar ao aposento, um susto. Tudo estava transformado! Era um campo aberto. A grama, marrom com a seca, apresentava pequenos pontos de queimadas. Fumaça que se concentrava em ir apenas ao alto. Não ventava. A única brisa presente vinha do bater de asas de dezenas de urubus que sobrevoavam o sítio.

A princípio, ninguém por perto. Estava só. Ao lado direito, um grande galpão que se assemelhava com a fachada do hotel onde se hospedara. Porém, abandonado. Portas de madeira caindo, animais peçonhentos perambulando e uma enormidade de cadeiras de plástico enfileiradas.

Deslocou-se para tentar ver. Porém, foi interrompido. Uma fila de homens maltrapilhos se formava para passar e adentrar o corredor de frente do galpão, em formato de rampa. Todos em silêncio sepulcral. Até que um parou.

Aproveitou a oportunidade para perguntar um “aonde estou?” quase sussurrado.

– Não está em lugar algum – respondeu a figura, sem ter qualquer tipo de reação. Explicou-lhe que ali, na verdade, era o limbo.

– Não pode ser! Estou vivo, bem de saúde e tenho tudo o que podia querer! – exclamou, assustado.

– Exatamente. Bem vindo ao limbo em vida: o nome dele é solidão.

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O Nome na Porta

Posted by Tiago Di Tullio Freitas em 14/09/2012

O responsável não sabia por onde começar. A bagunça era tanta que a sala nem parecia a mesma. As pessoas ao redor do prédio público comentavam: o que teria acontecido ali?

Fotos esparramadas pelo chão. A investigação seria intensa. Os papéis espalhados um dia fizeram sentido. Agora eram apenas restos e, com sorte, possíveis evidências de que realizara algo importante.

Há oito anos trabalhara ali. Estava para entrar no nono. Não seria mais possível. Porém, não havia corpo. Não havia sangue. Estranho. Assassinato então, não era.

O tempo passou. O nome fixado na porta mudou. A faxina varreu o que restara. Caixas levaram de volta os objetos. Descobriu-se o crime. Suicídio. Mas sem morte. Cada um se enforca como pode.

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