Linha Imaginária
Como assistir a um filme que se passa na época da Segunda Guerra Mundial sem esperar comoção, violência, se indignar e ficar, na imensa maioria das vezes, com raiva? Impossível. Mesmo sendo, esse filme, sensível, e diferente dos outros que mostram trincheiras, bombas, sangue e patriotismo exacerbado. Você vai sentir tudo isso ao ver “O Menino do Pijama Listrado”. Porém, há pouca violência no filme. Digamos que é inversamente proporcional ao sentimento que se há de ter ao final da história.
O filho de um comandante nazista se vê diretamente ligado a um menino em um campo de concentração, quando seu pai é obrigado a mudar-se de Berlim a uma área afastada, justamente para poder ser um dos responsáveis pelo local. Ambos os meninos, com apenas oito anos de idade, tem visões diferentes sobre a vida no Campo de Concentração, sem ter a exata noção do que se passa por lá, os motivos e as razões. O encontro diário entre os meninos tem consequências finais arrebatadoras. Deixam o coração apertado e nós intermináveis na garganta. Separados apenas pela cerca de arame farpado, buscam alento um no outro, pela solidão e completa ignorância da situação que os rodeia.
Havia comprado esse DVD há mais de um ano, mas ainda não tinha juntado a coragem necessária para enfrentar um possível sofrimento, dado que meu histórico a filmes dramáticos são de 100% lágrimas. Ontem, porém, acompanhado, fui “obrigado” a assistir. Uma obrigação que tornou-se prazerosa e surpreendente, justamente pela sensibilidade do diretor ao lidar com o assunto, tão complexo e com grandes possibilidades de controvérsias. Porém, ao final, questionamentos: será que os alemães tinham mesmo a certeza do que estavam fazendo? Será que algum deles aprendeu alguma coisa, do modo mais difícil?
Apelo psicológico fortíssimo, cenário mais que real, bela direção de arte e boa escolha dos atores mirins. Além da sensação de que, na verdade e no fundo, todos sabiam (e sabem) que a linha que separa e segrega um ser humano de outro é imaginária. E quem ainda acha que cor, raça, origem e nível social etc, são pretextos para se criar barreiras e diferenças entre semelhantes, acaba aprendendo na marra…Recomendo! Pra ver, rever e, principalmente, refletir…
1 Comentário »
Deixe uma resposta
-
Recentes
-
Links
-
Arquivos
- novembro 2010 (1)
- julho 2010 (1)
- junho 2010 (1)
- maio 2010 (1)
- novembro 2009 (1)
- outubro 2009 (3)
-
Categorias
-
RSS
RSS Entradas
RSS Comentários

Potatooo…eu li o livro e depois assisti o filme, isso já qdo voltei da Europa! Alias ganhei o livro da minha prima lá em Barcelona. É realmente isso mesmo…chorei horrorrrres, é emocionante e revoltante saber q naquela época era normal pros alemães fazerem uma barbaridade dessa! Pra quem ainda não leu e não viu recomendo também…
Bjs